Quem está acostumado a fazer reclamação constante prejudica mais a saúde do que imagina.
A ciência está provando que isso não apenas adoece o cérebro, mas também pode levar ao desenvolvimento de doenças.
Muitas pessoas começam a reclamar sem perceber o que estão fazendo e é aí que mora o perigo.
Descubra por que a reclamação faz mal e é algo que você deve retirar da sua vida rapidamente.
Reclamação é um mau hábito bastante comum e alguns estudos mostram que ela adoece o cérebro, além de favorecer o desenvolvimento de doenças emocionais. Esse costume ainda faz com que a pessoa fique frequentemente de baixo astral, mau humorada e cheia de negatividade ao conversar. Descubra como a reclamação afeta sua saúde e o que fazer para abandonar essa mania.
Diferente do que a maioria das pessoas imagina, ficar reclamando do mesmo fato não é um desabafo. De acordo com explicação da Dra. Ana Coutinho em um texto de seu site, quando a queixa se torna constante, deixa de ser uma forma de extravasar sentimentos e se torna carga de negatividade. O efeito é contrário ao do imaginado, pois não faz a pessoa se sentir melhor após falar.
A Faculdade do Centro de Mediadores divulgou o resultado da reclamação constante no cérebro. Pensamentos se formam a partir de sinapses, ou seja, impulsos elétricos que existem entre um neurónio e outro para se comunicarem. Para simplificar, a sinapse é como uma ponte. Os pensamentos repetitivos (neutros, positivos ou negativos) reforçam essas sinapses, que se tornam um atalho para o cérebro seguir, pois esse caminho é o mais fácil.
A partir daí, pensamentos e comportamentos ficam automáticos, ou seja, a pessoa faz algo ou raciocina de maneira inconsciente porque o cérebro está no controle. Você conhece alguém que, ao iniciar uma ladainha, outras pessoas começam a se afastar? Perdoe essa criatura, ela não sabe o que acontece dentro da cabeça dela, deseja apenas sentir alívio.
Infelizmente, ela precisa saber como e quanto isso faz mal, além de descobrir a maneira de reverter tal processo doentio. Continue lendo para ver o que é neuroplasticidade do cérebro, como isso melhora sua saúde e qual a relação disso com pacientes diabéticos.
De forma resumida, neuroplasticidade é a capacidade que o cérebro tem de mudar para se adaptar como resposta a algo novo. Pode ser um aprendizado, como jogar xadrez ou falar um idioma; uma experiência feliz ou traumatizante; e até mesmo lesões. No último exemplo, o objetivo da alteração é compensar danos que ocorreram no corpo.
Um jovem que vai à autoescola precisa se concentrar em como sair com o carro sem deixar o motor morrer, na hora e no jeito certo de mudar a marcha e em tudo o que acontece ao redor. Aos poucos, o cérebro dele vai criando sinapses, ou seja, caminhos cerebrais nunca seguidos antes de aprender a dirigir. Esse processo é totalmente natural.
Meses mais tarde, quando tiver prática, esse conhecimento ficará sólido e ele nem precisará se concentrar na execução das tarefas porque elas se tornarão automáticas. É óbvio que todo mundo deve manter a atenção no trânsito, mas ninguém fica pensando em como frear, trocar a marcha ou olhar no espelho retrovisor.
Qualquer motorista faz tudo isso sem pensar, pois o cérebro já conhece o caminho que deve seguir para gerar uma direção segura. A experiência tornou as sinapses tão solidificadas que é natural dirigir, conversar e ouvir música, tudo ao mesmo tempo. Aí está o ponto principal de nossa conversa até aqui.
Da mesma forma que o cérebro desenvolve uma rede neural para dirigir, ele também faz isso para reclamar. É possível até afirmar que a pessoa reclama sem perceber, pois o cérebro dela tomou o caminho mais fácil, rápido e que poupa energia.
Se reclamação constante é desagradável para quem está perto, ela é ainda pior para quem está falando. No começo do texto você viu provas de como isso acontece. Agora veja a influência desse mau hábito no tratamento de diabetes.
É comum ouvir muitas pessoas dizendo que o diabetes delas é apenas emocional. Essa afirmação é interessante no que diz respeito à influência do estresse, da ansiedade e de outras emoções no controle da glicemia. Entretanto, de acordo com a ciência, diabetes emocional não existe e esse termo é uma simplificação de como as emoções afetam a saúde. Veja quais são os tipos oficiais de diabetes.
Diabetes tipo 2, o mais frequente, surge a partir de uma combinação de maus hábitos que incluem: sedentarismo, má alimentação, sono de má qualidade e hereditariedade. Essa doença silenciosa não apresenta sintomas nos estágios iniciais, mas quando os exames comprovam sua presença no organismo, isso é um fato. Diabetes é reversível apenas durante o estágio de pré-diabetes, depois dessa fase não há cura, apenas controle.
Reclamação constante é mais um hábito prejudicial que mina a saúde por causa dos pensamentos negativos e destrutivos. A partir desse comportamento, que pode levar ao estresse ou à depressão, o corpo libera cortisol e altas doses desse hormônio interferem no controle da glicemia. Então, é possível afirmar que as emoções e reclamações pioram a condição do paciente, mas isso não significa que o autocontrole reverta o diagnóstico.
O autoconhecimento é uma ótima estratégia para melhorar o estado emocional, o tratamento e a qualidade de vida. Saiba que é plenamente possível viver bem após receber o diagnóstico de diabetes e há milhares de pacientes que alcançam esse objetivo.
Talvez você esteja passando por um dos momentos mais difíceis de sua vida, afinal, o mundo atual é bastante complexo e cheio de desafios. Somos humanos e oscilamos de humor. O problema está em ficar sempre triste, estressado ou reclamando, ou seja, permanecer de baixo astral.
E você, como tem lidado com as dificuldades da vida? Vive reclamando e importunando quem está perto de você? Se a situação está além de suas forças, procure ajuda, faça terapia. O lugar ideal para falar dos próprios sentimentos é no consultório do psicólogo. Ele está preparado não apenas para ouvir tudo o que você tem a dizer, mas principalmente para ajudar. Pense nisso, mas pense agora!