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A insulina foi descoberta há exatamente um século e daquele dia em diante, milhões de portadores de diabetes foram salvos. Até àquela época, a única maneira que eles tinham para se cuidar era por intermédio de uma rigorosa dieta que deixava os pacientes desnutridos e também provocava outros problemas de saúde.

Foi no dia 27 de julho de 1921, que dois cientistas canadenses encontraram a forma de manterem vivas as pessoas cujo organismo não produziam insulina. Frederick Banting e Charles Best deram continuidade às pesquisas científicas da época e conseguiram isolar a insulina produzida no pâncreas de um cachorro.

Uma das primeiras pessoas a tomar insulina foi Elizabeth Evans Hughes, que na época era uma menina de 14 anos. Ela já estava extremamente fraca por causa da dieta que era obrigada a fazer. Ao ver filha definhando a cada dia, a mãe dela procurou Banting e seu tratamento começou 1922, com injeções de insulina.

O procedimento levou a resultados concretos, a Elizabeth ganhou peso e meses depois voltou a ir à escola. Tal recuperação foi um ótimo sinal, porque os pacientes que passavam pela rigorosíssima dieta, não conseguiam se recuperar. Após vários estudos, a insulina passou a ser fabricada em série e a descoberta deu o prêmio Nobel a seus criadores.

A ciência avançou rápido e trouxe ainda mais benefícios

No começo do século passado, a insulina era aplicada com seringas de vidro, ou seja, elas eram reutilizáveis; já as agulhas, eram de metal, grossas e compridas.

A ciência avançou rápido e nos últimos anos e substituiu a insulina de origem animal, por hormônios sintéticos fabricados por meio da engenharia genética.

Isso fez com que hoje fosse possível ter disponível insulinas de ação lenta, ultralenta, rápida e ultrarrápida, de acordo com a necessidade de cada paciente.

Isso ocorre quando há necessidade de combinar dois tipos de insulina com tempos e mecanismos de ação diferentes na mesma aplicação.

Há outros benefícios.

A agulha passou a ser não apenas descartável, mas também extremamente fina, proporcionando maior segurança e conforto durante a aplicação da insulina.

Hoje em dia, milhões de pessoas não apenas sobrevivem com o diagnóstico do diabetes, como também têm qualidade de vida ao seguirem às recomendações médicas para controlar a doença.

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