Às vezes, só de pensar nas tarefas do dia já bate um cansaço, não é verdade?
Essa “preguiça” é comum, mas sentir fadiga frequente pode indicar um problema.
Muitos pacientes acreditam que a única causa está na glicemia alta.
Desequilíbrio glicêmico provoca esse sintoma, mas há outros. Continue lendo e descubra as demais causas da fadiga.
Fadiga frequente é um sintoma comum nos diabéticos, porém, ela tem outras causas além da glicemia alta. Pacientes que não pesquisam as demais origens do que estão sentindo podem atrasar diagnósticos e desenvolver problemas de saúde. Se você também se sente assim, saiba quais são os principais motivos dessa sensação e aumente o controle sob seu tratamento.
Glicemia alta provoca fadiga porque as células não conseguem utilizar com eficiência o açúcar presente no sangue e isso leva à falta de energia. Ainda há fatores agravantes. Hiperglicemia pode causar desidratação, aumento da diurese e perda de eletrólitos, sintomas que contribuem para a sensação de fraqueza. Porém, se a glicemia estiver equilibrada, investigue o motivo do cansaço.
Ele pode surgir devido às variações glicêmicas ao longo do dia, inclusive quando a média está dentro dos parâmetros. Entenda que a exaustão também está associada a picos e quedas dos níveis de açúcar. Quando há oscilações frequentes, o organismo precisa se adaptar rapidamente e tal esforço gera desgaste tanto físico quanto mental. O problema está na instabilidade.
Veja abaixo quais são as demais causas da fadiga frequente, que não estão relacionadas diretamente aos níveis de glicemia. Há vários pontos que você deve observar com o objetivo de eliminar essa sensação e ter disposição fazer para o que precisa ao longo do dia.
Algumas pessoas se queixam de dificuldade de dormir ou terem distúrbios do sono, como por exemplo, apneia, insônia e necessidade de urinar à noite. Todos esses problemas certamente prejudicam a qualidade do sono. Quem não dorme bem, ou seja, profundamente, deixa de realmente descansar e repor energias para o dia seguinte.
Os sintomas mais comuns são: cansaço, fadiga, dificuldade de concentração e mau humor. Nenhum deles tem ligação com o nível de glicemia, mesmo assim, comprometem a disposição até para tarefas que dão prazer. Se você – ou alguém que conhece – está passando por isso, tome providências para ter um sono de alta qualidade.
Além das preocupações do cotidiano, tanto em casa como no trabalho, atualmente a exigência mental é crescente. Some a essas demandas, tudo o que é necessário fazer no tratamento: medir glicose com frequência, calcular alimentos, ajustar dosagem de medicamentos, fazer exercício físico e pensar nos horários de cada atividade.
Essa rotina pode levar o paciente a desenvolver um quadro clínico de fadiga ou burnout do diabetes. Trata-se de um esgotamento físico e mental que vem da atenção constante em como as decisões podem afetar a saúde. Essa dinâmica causa exaustão deve ser revista, pois não apenas dificulta o tratamento, mas também piora a qualidade de vida.
Faz parte do tratamento manter uma alimentação equilibrada e saudável, ou seja, rica em nutrientes. É verdade que o paciente precisa prestar atenção no cardápio, no entanto, dietas muito restritivas com certeza resultam em falta de energia. Sem combustível de qualidade, a máquina mais perfeita do mundo não tem o desempenho esperado.
Pacientes que têm hábito de comer alimentos ultraprocessados correm risco de precisar lidar com episódios sucessivos de picos e quedas do nível de glicose. Saiba que a má alimentação também está na lista de causas da fadiga. As refeições devem conter frutas, verduras, legumes e carnes, dando preferência para as de peixe e de frango.
Às vezes, a fadiga não está ligada diretamente à má alimentação, entretanto, exames podem detectar carência de nutrientes específicos. Ferro, vitamina B12, vitamina D são exemplos de nutrientes que causam cansaço quando estão abaixo dos níveis de referência. Há outras razões que justificam esse sintoma tão comum no diabético.
Anemia, desequilíbrio da tireoide e doenças cardiovasculares são alguns problemas de saúde que apresentam a fadiga como um dos sintomas. Portanto, o mais indicado é fazer um check-up com o objetivo de saber se alguma enfermidade está se desenvolvendo (quase) silenciosamente no seu organismo. Pense nisso e seja previdente.
Os benefícios da atividade física para o diabético vão muito além do controle da glicemia. Essa prática melhora a capacidade cardiovascular, fortalece a musculatura e intensifica o metabolismo energético. Sem uma rotina de exercícios, o paciente sente mais cansaço até quando não se esforça muito para fazer algo simples.
Sedentarismo está na contramão do fluxo de vida saudável. A falta de exercícios favorece não apenas ganho de peso, mas também desenvolvimento de obesidade. Quando o corpo é pesado e os músculos estão fracos, a pessoa pode sentir fadiga inclusive quando caminha ou sobe escadas dentro da própria casa.
Há casos em que os próprios remédios possuem a fadiga como sendo um de seus efeitos colaterais. Alguns exemplos são os medicamentos para controlar a glicemia, a pressão arterial, o colesterol e até a ansiedade. Portanto, é importante prestar atenção em todos os sintomas do organismo e contar para o médico o que está acontecendo.
É comum pacientes dizerem que certo sintoma faz parte da doença – independentemente de qual seja – e minimizarem o que estão sentindo. Esse comportamento é um erro. Como cada organismo reage de maneira específica, as pessoas não têm as mesmas reações aos medicamentos. Considere todas as possibilidades ao investigar a causa da fadiga.
Ninguém precisa ficar preocupado porque está sentindo cansaço. Essa sensação é comum entre pessoas sedentárias, principalmente quando elas precisam fazer algum esforço além do que estão acostumadas. Entretanto, você deve prestar atenção em certos fatos. Enfim, verifique se:
Tenha em mente que glicemia alta é apenas a principal causa da fadiga. Você acabou de ver vários outros fatores que afetam inclusive quem não tem diabetes e podem surgir isoladamente ou somados aos demais. Não aceite essa sensação como sendo parte integrante do tratamento. Investigue, busque a solução desse problema.
E você, como está se sentindo ultimamente? É óbvio que a correria dá um certo cansaço, mas isso é comum e não se trata de fadiga persistente. Sendo assim, caso você tenha detectado alguns sintomas que apresentamos até agora, agende uma consulta e faça os exames necessários.
Por outro lado, se tem energia e disposição de sobra, entre nas nossas redes sociais e conte qual é o segredo para se sentir assim.