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Depoimento para o site Diabetes, eu cuido revela como cuidar de crianças portadotas dessa doença.

Quando se fala em portadores de diabetes, a atenção com as crianças deve ser redobrada.

A importância da família na vida do filho portador de diabetes

Descobrir que alguém da família está com problema de saúde é bem desagradável e se essa pessoa for uma criança, a preocupação é ainda maior.

A situação pode ser delicada quando se trata de diabetes. Isso depende do quanto os pais conhecem sobre esse assunto e de que forma vão lidar com ele.

Várias emoções vêm à tona quando chega o diagnóstico, pois o diabetes não tem cura. As histórias a respeito dos casos graves são tenebrosas e muita gente pensa que, a partir daí, o paciente terá uma vida limitada pelo resto da existência.

Sendo assim, a primeira providência dos pais consiste em procurar saber o que acontece com quem tem diabetes e ver que é possível sim ter uma vida normal.

É claro que a família vai precisar se adaptar à nova realidade. Mesmo assim, as providências a serem tomadas não exigem sacrifício, apenas firme disciplina e muito amor.

Compreensão da situação

Outro ponto importante é o diálogo. Em qualquer situação corriqueira, a criança vai ficar calma ou nervosa, de acordo com a reação dos seus responsáveis.

Isso fica mais evidente nas circunstâncias que envolvem a saúde delas. O nível da conversa vai variar segundo a idade e a maturidade dos filhos.

De acordo com a psicóloga Ana Maria Lourenço Gontijo, até por volta dos três anos de idade, o ideal é explicar apenas os aspectos que farão parte do dia a dia da criança. Utilize uma linguagem lúdica, de forma clara e simples.

Por exemplo, explique assim: existe um bichinho que gosta muito de açúcar, e a gente vai ajudar esse bichinho a não comer tanto açúcar. Então precisamos fazer … e falar os procedimentos que são necessários para o controle do diabetes. Já a partir dos três anos, já dá para ampliar o que é e como acontece o diabetes no corpo da criança. Ainda utilizando uma linguagem lúdica, com palavras e atitudes que ela possa compreender.

Aos poucos, revela Ana Maria, as crianças entendem a situação e o diabetes deixa de ser um bicho de sete cabeças. Simplesmente porque notam que levam uma vida normal, continuam brincando e só precisam ficar atentas à rotina delas.

Mãe descobre que filho tem diabetes e supera dificuldade emocional

O amor da família ajuda no tratamento.

Muito amor, atenção e carinho.

Meu filho, Rafael Oliveira Ribeiro, de oito anos de idade, foi diagnosticado com diabetes tipo 1 aos três anos. Fiquei muito abalada com notícia. Ela trouxe uma série de sentimentos como: raiva, culpa, medo e insegurança. Essa mistura de emoções é comum na época do pré diagnóstico, mas aos poucos aprendi a lidar com tudo isso da melhor forma possível.

Quero dizer aos pais que passam pela mesma experiência, para não se sentirem culpados pelo diagnóstico do filho. Também gostaria de falar para não tratarem a criança como “coitadinha”. A forma de os adultos lidarem com a situação influencia bastante nas reações da criança ou do adolescente com o diabetes.

Controlar o diabetes é bem complexo porque torna-se necessário combinar várias atividades indispensáveis à manutenção da saúde. A nova rotina de seu portador deve ter:

 

Ao longo de cinco anos de experiência com o tratamento do diabetes, notei o quanto a participação da família nessa rotina de cuidados foi importante.

Ela é fundamental não apenas para a aceitação do diagnóstico, mas também no processo de levar meu filho a se sentir amado, acolhido e capaz de desenvolver novas habilidades. Especialmente no sentido de assumir, aos poucos, papel mais ativo no próprio tratamento.

Como acho interessante compartilhar minha experiência, também deixo algumas sugestões úteis para que as famílias ajudem no tratamento de quem tanto amam.

De olhos bem abertos

  • A alimentação saudável deve ser o hábito de toda família, não só do portador de diabetes
  • A atividade física deve ser feita com prazer e não como castigo, uma imposição. Encontre companhia para caminhar
  • Evite a cobrança incessante de melhores resultados. Em vez disso, dê atenção, carinho e ouça o que a pessoa tem a dizer
  • Tenha empatia. Ao nos colocarmos no lugar do outro, entendemos melhor o que acontece. Tal atitude melhora o tratamento e nos aproxima da pessoa
  • Aprenda mais sobre diabetes. Leia livros sobre o tema, acompanhe as consultas, participe de palestras educativas, ensine os familiares como agir em certas situações. Essa iniciativa fará com que a pessoa com diabete se sinta reconhecida e acolhida.

E para encerrar, deixo uma mensagem:

Lembrem-se de que o amor e o apoio familiar a quem tem diabetes também fazem parte do tratamento!

Obrigada,

Gabriela Pinto da Silva Ribeiro