pixel-face
Mãe-pâncreas se dedica o tempo todo ao filho com diabetes.
Compartilhe

Mãe-pâncreas se desdobra em amor e atenção ao filho

O primeiro impacto é de susto, mas depois a mãe-pâncreas respira fundo, aprende tudo sobre o diabetes do filho e supera as dificuldades.

Ela precisa se tornar especialista no assunto e saber interpretar as reações do corpo da criança, principalmente se for muito pequena.

Depois de adaptar tanto a rotina de tratamento, como a alimentação, o dia a dia fica sob controle e o filho começa a entender a situação.

Veja como é a realidade dessa heroína que guarda a saúde dos filhos em qualquer hora do dia ou da noite.

 

Dedicação total ao filho é a maior característica dela

Mãe-Pâncreas é aquela que tem filho com diabetes tipo 1 e faz tudo para exercer a função que o órgão dele deixa de realizar de forma adequada. Seu papel é monitorar e garantir a saúde criança. Além de todas as tarefas maternais, ela também mede o nível de glicose, aplica insulina e oferece alimentação adequada ao filho. Veja quais são as responsabilidades e o cotidiano dessa mãe dedicada.

Se uma criança saudável precisa de cuidado o tempo todo, aquela diagnosticada com diabetes tipo 1 necessita de ainda mais atenção. Essa condição surge na infância e exige um acompanhamento bastante próximo para manter a doença sob controle. Isso inclui a injeção de glicose e, conforme o quadro clínico, outros medicamentos para garantir o sucesso do tratamento.

Enquanto seu filho ainda não tem idade para compreender a própria condição de saúde e, principalmente, para cuidar de si mesmo, a mãe-pâncreas permanece sempre alerta. Toda hora ela fica de olho no comportamento da criança e nos sinais que o corpo dela passa ao longo do dia. Além disso, os ingredientes das refeições são não apenas escolhidos com critério, mas também pesados antes de serem servidos.

O impacto de uma criança com diabetes na rotina de sua família é tão marcante que, no ano passado, o Grupo Abril realizou a pesquisa “Os altos e baixos do diabetes na família brasileira”. Uma das principais conclusões desse estudo se refere à falta de educação em diabetes para realizar o tratamento adequado dessa condição. Portanto, as mães precisam aprender tudo o que está relacionado ao diabetes, pois só assim serão mais capazes de cuidar dos filhos.

 

Mãe-pâncreas supera várias dificuldades para cuidar do filho

Descobrir que um filho recebeu o diagnóstico de diabetes tipo 1 costuma ser um choque para as mães. Essa reação é esperada devido à falta de informações sobre a doença. No entanto, após o primeiro impacto, é possível saber quais são os primeiros passos para iniciar o tratamento e, em seguida, seguir obtendo mais conhecimento a respeito do assunto.

As crianças podem ter não apenas uma infância normal, mas também qualidade de vida ao conviver com o diabetes. Como elas gostam bastante de brincar, essa atividade com os amigos já pode ser considerada um exercício físico, o que naturalmente já ajuda no tratamento. A dificuldade inicial fica por conta da adaptação alimentar, porém, isso é simplesmente questão de tempo.

As mães mudam todas as refeições dos filhos e explicam por que estão tomando essa providência. Ao introduzirem novos hábitos alimentares, elas criam uma dinâmica em casa e a garotada vai se acostumando com o que precisa fazer. Ao mesmo tempo em que a rotina vai sendo estabelecida, torna-se mais fácil aplicá-la para a alimentação na rua.

Isso diz respeito ao que a criança vai comer, especialmente na escola e nas festas familiares ou dos amigos. Os combinados feitos em casa também valem para fora dela. A Páscoa está chegando e surge outro desafio, pois toda criança adora chocolate e não quer ficar sem o próprio ovo. Veja aqui algumas dicas para seu filho não passar vontade.

O tratamento do diabetes tipo 1 está não apenas evoluindo, mas também recebendo mais atenção no ambiente político. Já existe até um projeto de lei reivindicando que a doença seja oficialmente reconhecida como deficiência e essa medida, se for aprovada, trará benefícios aos pacientes.

 

Crie uma agenda de tratamento para facilitar o cotidiano

A vida das mães que têm filhos diabéticos é difícil, mas com organização, a rotina fica mais fácil e previsível. Veja o que fazer para manter a situação sob controle.

 

Alimentação balanceada
Consulte uma nutricionista para elaborar a dieta do seu filho. Refeições equilibradas são essenciais para manter o controle do nível de glicose no sangue, garantindo o bem-estar da criança. Frutas, legumes, verduras, grãos integrais e proteínas devem ser servidos de forma atraente para que ela aceite esses ingredientes com mais facilidade.

Monitoramento Programado
Siga as orientações médicas e programe-se para medir a glicose regularmente ao longo do dia. Essa prática não apenas garante que você saiba o nível de açúcar no sangue do seu filho, mas também auxilia a encontrar padrões de reação do organismo. Caso ocorra algo anormal com frequência, o médico fará os ajustes necessários no tratamento.

Administração de medicamento
Você deve seguir esse procedimento à risca, de acordo com as orientações médicas, com atenção às dosagens e aos horários.

Atividade física
As crianças já fazem exercícios ao brincar com os amigos ou na escola. As aulas de educação física também ajudam nesse sentido, mas quem puder matricular o filho em alguma academia, os benefícios serão ainda maiores.

Orientação e apoio
As crianças também precisam entender o que acontece com o organismo delas. Então, você deve explicar de acordo com a idade do seu filho, porque ele precisa tomar remédio todos os dias e seguir uma alimentação especial. À medida que ele for crescendo, o ideal é incentivar o autocuidado, com o objetivo de torná-lo cada vez mais ativo em relação à própria saúde.

 

A mãe-pâncreas faz de tudo para suprir a deficiência que existe no pâncreas do próprio filho, mas o esforço vale à pena.