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O portador de diabetes também precisa de acompanhamento do cardiologista, pois o organismo desse paciente é mais propenso a ter problemas do coração.

A falta de controle do nível de glicemia leva ao entupimento das artérias e os sintomas de infarto, nesse caso, são diferentes dos sinais mais conhecidos da população em geral.

É importante manter uma rotina frequente de consultas. Elas servem não só para garantir que está tudo bem com corpo, mas também para tomar providências a tempo, caso seja necessário.

Descubra por que o cardiologista precisa fazer parte dos especialistas que você passa em consulta e não saia da linha, mesmo durante a pandemia.

Cardiologista é muito importante ao portador de diabetes

O portador de diabetes tem maior chance de desenvolver problemas cardiovasculares, caso não controle seu nível de glicemia. Infarto e AVC são os principais. Existem outros males causados pelo entupimento das artérias e a prevenção é a melhor forma de evitar que algo grave ocorra com o paciente.

Se em condições normais, já é preciso se cuidar para não ter nenhuma das doenças que mais levam à morte, a atenção com a saúde deve ser redobrada no caso do diabetes. As estatísticas revelam que essa enfermidade aumenta em quatro vezes as chances de um ataque cardíaco ou do temido derrame.

O excesso de glicose no sangue é uma das causas que levam ao aumento das placas de gordura nos vasos sanguíneos. Mas outros fatores também contribuem para a evolução gradual desse quadro negativo: tabagismo, obesidade, hipertensão e colesterol alto, são os maiores perigos à saúde.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), mais de dois terços das pessoas que morrem do coração, são portadoras de diabetes. A entidade ainda revela que mais de 80% das mortes por diabetes, estão relacionadas a problemas cardíacos. Um agravante do diabetes, é o seu diagnóstico tardio.

A mudança de hábito é o primeiro passo a ser dado por quem não mantém o controle e é preciso disciplina para manter uma rotina benéfica à saúde. Caminhadas leves por 30 minutos todos os dias, por exemplo, já faz bastante diferença. Dependendo do caso, é necessário entrar com medicamentos.

Mesmo que seja importante seguir orientações gerais, o quadro clínico do paciente deve ser analisado individualmente. Isso é imprescindível, pois cada organismo não só reage de forma específica, como também revela estágios diferentes de avanço da doença e suas complicações ao longo do tempo.

Exames regulares ajudam a manter o controle da doença

A Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) informa que há mais de 13 milhões de portadores de diabetes em todo o Brasil. Eles devem passar em consultas regulares, não apenas com o endocrinologista, mas também com o cardiologista.

A frequência dessas visitas varia de acordo com o avanço da doença. Ela pode ser anual, semestral ou trimestral, nos casos mais delicados. Isso é necessário porque tal paciente tem sintomas de infarto que são diferentes dos tradicionais.

Entre eles, a dor forte no peito, o braço dormente e depois dolorido, não são tão notados. No lugar deles, pode ocorrer falta de ar, enjoo e até vômito. Por causa dessas diferenças, o diagnóstico do infarto se torna mais difícil nesse caso.

É normal o médico pedir, além dos exames de sangue para o checar o nível de colesterol, o teste ergométrico, o eletrocardiograma e o ecodopler, com o objetivo de visualizar a anatomia do coração. Por meio dele, é possível ver se as artérias estão entupidas.

Por causa dessa estreita ligação entre diabetes e problemas do coração, o cardiologista se tornou um especialista não apenas importante, mas também estratégico na manutenção da saúde de quem tem essa doença. Os tratamentos estão cada vez mais multidisciplinares e o paciente só tem a ganhar com isso.

O rápido avanço da medicina também traz novidades nessa área e modernos medicamentos têm sido lançados nos últimos anos. Eles trazem esperança no que diz respeito, tanto à facilidade do controle da glicemia, quanto no aumento da qualidade de vida dos pacientes. A questão é ficar atento e sempre se cuidar.

A pandemia prejudicou bastante o portador de diabetes

A pandemia de Covid-19 teve grande impacto no tratamento de várias doenças. Com o diabetes, não foi diferente.
A Sociedade Brasileira de Diabetes fez um levantamento, entre 22 de abril e 4 de maio de 2020, e descobriu que 59,4% dos pacientes que tratam o diabetes registraram piora no controle da doença.

Mais uma informação negativa está ligada à queda do número de consultas. Segundo a entidade, 38,4% adiaram a visita ao médico ou os exames que deveriam ser feitos. Desse total, 40,2% não remarcaram as consultas.

Isso se deve inclusive à redução de áreas de atendimento comum nos hospitais, unido à elevada demanda por tratamento da Covid-19.

A influência dessa doença se alastrou ainda mais.

A quarentena fez com que muitas pessoas deixassem de fazer caminhada. Ela é primordial para esses pacientes e, talvez, muitos deles tiveram dificuldade de seguir uma rotina alternativa de exercícios físicos em casa.

Os médicos também descobriram que o diabetes colabora para a rápida piora do quadro clínico de quem contraiu coronavírus. Sendo assim, esse é mais um motivo para que o controle da glicemia seja feito com ainda mais seriedade no dia a dia.

Além do infarto e do AVC, outro problema bastante comum entre os portadores de diabetes está ligado ao entupimento das artérias localizadas nos pés e nas pernas. Quando isso acontece, os músculos não recebem a quantidade suficiente de sangue quando estão em movimento e isso gera dor, por exemplo, na panturrilha e na coxa.

Com ou sem pandemia, sobram motivos para que você fique de olho na sua saúde. Siga as orientações que recebeu de seu médico e, diante de qualquer sintoma, agende uma consulta para descobrir o que está ocorrendo.

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